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Paciente acamados em casa precisam de cuidados especiais

A pele é o maior órgão do corpo humano e requer atenção dos cuidadores.

Cuidar de pacientes acamados exige uma atenção especial. O apoio a essas pessoas é primordial para a recuperação. Os cuidados com a higiene, alimentação e transporte também são itens que requerem atenção.
Pensando em garantir o bem estar dos pacientes acamados em casa e orientar os cuidadores vamos trazer algumas dicas importantes.
Para começar, a coordenadora da Comissão de Feridas e Curativos do Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba, Caroline Bortoletto, traz quais devem ser os cuidados com a pele do paciente acamado.
A pele é o maior órgão do nosso corpo. Conforme vamos envelhecendo a pele também sofre alterações ficando mais sensível. “Sua espessura diminui, os vasos sangüíneos rompe-se com facilidade, propiciando o aparecimento de manchas roxas (equimoses) aos pequenos traumas e predispondo a úlceras por pressão (UPP) com a diminuição da mobilidade (movimentos)”, explica a coordenadora.
Alguns cuidados básicos devem ser realizados para evitar ou minimizar esses danos. Segue algumas orientações:

Cuidados com a pele do paciente acamado:

  • Realizar mudança de decúbito (posição) do paciente de 2/2h, com a utilização de coxins (travesseiros ou almofadas macias e sem botões ou furos) nas proeminências ósseas (entre os joelhos, tornozelos e calcanhares) quando posicionado de lado, conforme figura 1;
  • Use colchões que aliviem a pressão, como o colchão caixa de ovo, colchão de ar ou colchão pneumático;
  • Usar uma travessa ou forro para movimentar o paciente na cama, e sempre levantando-o e não arrastando-o na cama para evitar escoriações na pele.
  • Evitar o uso de material plástico (forro plástico) e o uso de travesseiros cobertos com plástico ao posicionar o paciente;
  • Manter o paciente em posição confortável com apoio para as costas e pernas;
  • Se possível sentar na poltrona pelo menos 1 vez ao dia;
  • Manter a pele limpa e seca, principalmente quando o paciente não consegue controlar as funções urinárias e intestinais. Trocar a fralda sempre que molhada ou suja. Se o paciente conseguir urinar na comadre ou no banheiro, estimulá-lo. “A umidade na pele facilita o desenvolvimento de dermatites (assaduras) e úlcera por pressão.”
  • Realizar a troca imediata de roupa de cama quando esta estiver molhada;
  • Esticar bem as roupas de cama, não a deixando enrugada embaixo do paciente, evitando machucar;
  • Observar se há restos de alimentos (migalhas) entre a pele e a roupa de cama e limpá-los.
  • Dar banho diariamente, com água morna (água quente pode queimar a pele causando feridas) utilizando sabonetes neutros. Secar bem a pele com toalhas limpas, secas e macias;
  • Observar diariamente a pele se há o aparecimento de manchas vermelhas, escurecidas ou bolhas nas proeminências ósseas (úlcera por pressão grau 1 e 2). Locais mais comuns: orelha, sacral (bumbum), trocanter (quadril), calcâneos – figura 2;
  • Se possível, instalar filme transparente nas proeminências ósseas para proteção;
  • Se aparecer manchas vermelhas que não desaparecem com a mudança de decúbito, escurecidas ou bolhas: intensificar a mudança de decúbito, descompressão dos locais afetados e protegê-los com curativo protetor (gase umidecida em AGE (óleo de girassol) ou curativos próprios para prevenção).
  • Hidratar a pele do corpo com creme hidratante pelo menos 1x/dia (de preferência hidratantes sem álcool, com menos cheiro e coloração possível);
  • Estimular a ingestão de líquidos e alimentos em geral, mantendo a cabeceira elevada. A alimentação é essencial.

Fonte: Caroline Bortoletto, coordenadora da Comissão de Feridas e Curativos do Hospital dos Fornecedores de Cana de Piracicaba.

 

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